home       contato      

Novidades

 
Dois navios foram afundados ao largo de Portimão

Dois dos quatro navios da Marinha de Guerra Portuguesa que integram o parque subaquático para mergulho no Algarve, “Ocean Revival”, foram afundados ao largo de Portimão, numa operação coroada de "êxito". Os restantes deverão tomar a sua posição ao lado de

RTP - Joana Van Hellemond, Lusa

Dois dos quatro navios da Marinha de Guerra Portuguesa que integram o parque subaquático para mergulho no Algarve, "Ocean Revival", foram afundados ao largo de Portimão, numa operação coroada de "êxito". Os restantes deverão tomar a sua posição ao lado deste em março de 2013.

"Os navios ficaram na posição que estava programada, ou seja, direitos e a cerca de 30 metros de profundidade", sublinhou Luís Sá Couto, promotor do projeto Ocean Revival.

Os dois navios serviram a Armada Portuguesa durante cerca de 40 anos e foram "sepultados" no mar a três milhas a sudoeste de Portimão (uma milha náutica equivale a 1.852 metros) e a cerca de 1,5 milhas da praia de Alvor, em Portimão, no parque subaquático, um investimento estimado em cerca de três milhões de euros.

Eram precisamente 11h38, quando se ouviram quatro explosões controladas por técnicos canadianos especializados neste tipo de operações e acompanhadas pela Marinha Portuguesa, que provocaram rombos no casco da corveta Oliveira e Carmo. O navio demorou um pouco mais de dois minutos a afundar-se. Outras quatro explosões fundaram o navio-patrulha Zambeze às 16h04 demorando mais ou menos o mesmo tempo a estabilizar-se no fundo do oceano.

A Marinha Portuguesa coordenou a operação de afundamento e estabeleceu um perímetro de segurança de meia milha náutica (cerca de 900 metros), ficando o local sinalizado para a navegação com boias amarelas.

Os dois navios antes de serem afundados sofreram a remoção de todos os materiais com substâncias consideradas contaminantes e nocivas para o meio ambiente, nomeadamente óleos, amianto, ficando apenas o casco e alguns matérias que não representam perigos de contaminação para o meio marinho.

São os primeiros dois navios de quatro que vão compor o parque subaquático devendo os remanescentes dois navios chegar a Portimão ainda este ano para que se iniciem os trabalhos de descontaminação e posterior afundamento previsto para março de 2013.

O parque subaquático representa um investimento de cerca de três milhões de euros, tendo os trabalhos de descontaminação dos quatro navios custado cerca de 2,4 milhões de euros, verba que foi angariada junto de grupos privados.

"O capital é inteiramente privado, mas ainda não está todo garantido. Espero que através de donativos e outras iniciativas possa concretizar o restante para a concretização do projeto", observou Luís Sá Couto, promotor do projeto "Ocean Revival".

TAGS: Marinha portuguesa, Parque subsaquático de Portimão,









NÓ DE MARINHEIRO
clique para fazer o download


CÓDIGO INTERNACIONAL
BANDEIRAS E FLÂMULAS